No início do Século XVIII ainda não existiam no hospital de Guimarães os algodões iodados, os antissépticos e todos os remédios que a ciência com o passar do tempo nos colocou à disposição. Todas as ligaduras eram feitas de panos de linho e havia a crença que o pano de linho tinha em si virtudes curativas. O pessoal que trabalhava no hospital de Guimarães ocupava os seus serões a desfiar farrapos de linho com o objetivo de ser aplicado nas feridas dos pacientes. São vários os inventários do Século XVII e XVIII que nos falam desta prática do uso do linho. (arquivos da Misericórdia, códice 108,folhas; 53,59, 113 V, e códice 107, folha 27 V.) Dos vários pregões lançados pela cidade pelo hospitaleiro e pelo servo que auxiliava nas missas, constava um que pedia trapos e fios de linho para o curativo dos doentes do Hospital. O saco do servo entretanto recolhia a esmola dos velhos farrapos de linho. O pregão usado era o seguinte; “Um farrapinho, sendo de linho, guarda-se bem. Um ...